TEXTOS

 

CECORDEL - CENTRO EDUCACIONAL DO CORDEL
Um espaço onde o cordel é o centro das atenções.
Uma realização do Lucarocas, Vida e Arte

(85) 99642.2670
lucarocasvidaearte@gmail.com
www.lucarocasvidaearte.com.br

ALÉM DA LITERATURA
Lucarocas, a Arte de Ser
 
A literatura é arte
Que faz a transformação
Com a leitura reparte
O saber e a informação
Para aquele que vai ler
Um novo mundo vai ver
Em sua percepção.
 
O livro traz pro leitor
Através de uma leitura
Um mundo de esplendor
E de afeto e ternura
Mas pode mostrar tristeza
Também a dor e rudeza
Na alma da criatura.
 
Literatura é caminho
Que aponta a direção
É aconchego de ninho
Pra quem vive em solidão
É ensino e aprendizado
Num contexto estruturado
Dentro de uma formação.
 
Pra se ler há quem escreve
Os textos para o leitor
E quem produz se atreve
A ser um bom produtor
De textos de qualidade
Para haver a validade
Do título de escritor.
 
Seja em prosa ou em verso
Todo texto produzido
Vai circular o universo
No mais diverso sentido
Em diferente suporte
Circula de Sul ao Norte
Para se tornar mais lido.
 
Em diferentes papéis
Em diversas impressões
Em folhetos de cordéis
Ou em grandes coleções
A literatura expande
E seja por onde ande
Transmite suas emoções.
 
A literatura informa
Faz o mundo transformar
O pensamento transforma
A posição do olhar
Mexe com as emoções
Faz despertar as paixões
Em um viver de sonhar.
 
O bom da literatura
Que quando se manifesta
Ela muda uma estrutura
Que elogia e protesta
Mas se faz em nome dela
As cores da aquarela
E uma alegria em festa.
 
E quando a festa acontece
Se promove a união
A arte se fortalece
Nessa sua construção
Que conduz o escritor
Ao encontro do leitor
Nessa manifestação.
 
E a arte vai festejando
O bom da literatura
E no leitor projetando
Manancial de cultura
E a todos dando acesso
Para que haja progresso
No melhorar da leitura.
 
E o no encontro promovido
Por uma organização
Vê-se o povo reunido
Em uma grande exposição
Pra poder comemorar
E o povo festejar
Na mais feliz união.
 
E para comemorar
Numa feste de cultura
É bastante se encontrar
Num abraço de ternura
Pra selar uma união
Numa comemoração
Pra além da literatura.
 
Fortaleza, 18 de agosto de 2025.
 

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LAURO MENEZES
O jardineiro dos Cambarás
Lucarocas, a Arte de Ser
 
Deus em sua divindade
Num toque celestial
Fez surgir uma entidade
Num centro de um seringal
E fez nascer um menino
Que teria em seu destino
Ser um homem genial.
 
Filho de Antônio Augusto
E de Dona Laura Costa
O casal com muito custo
Já fez da vida uma aposta
E para seguir seu trilho
O casal queria um filho
Sem Deus lhe dar uma resposta.
 
Tentaram por várias vezes
Um filho de gestação
E veio Lauro Menezes
Em grande iluminação
Uma criança brilhante
Que se fez a todo instante
Um gênio da criação.
 
Essa criação se fez
Pra no mundo transcender
No ano noventa e três 1 - 1893
O Lauro então foi nascer
E pra brilhar seu astral
Bem longe do seringal
Foi que o Lauro foi viver.
 
E pra seguir seu destino
Em Massapê foi morar
No seu dever de menino
Sempre buscou estudar
E no destino traçado
Buscou grande aprendizado
Até poder se formar.
 
No clima do Ceará
Edificou a vivência
E foi em Tianguá
Que fixou residência
E lá foi desenvolver
O fruto do aprender
E a sua experiência.
  
Numa função de mister
Foi bem moço trabalhar
E a sua esposa Ester
Tinha o mesmo laborar
E ali naquela cidade
Os dois com habilidade
Tinham ofício de ensinar.
 
Lauro era um propedeuta
Em vários conhecimentos
Era fitoterapeuta
Um feitor de lenimentos
Do conhecer operário
E também foi boticário
Ali por vários momentos.
 
Seguindo o itinerário
Lauro foi bom professor
A função de boticário
O levou a vereador
Mas sua arte se completa
Quando se faz mais poeta
Com “Os Cambarás em Flor”.
 
Sua alma era repleta
De luz em transmutação
E assim se fez poeta
De grande iluminação
E toda sua poesia
Tinha a essência e a magia
Das fibras do coração.
 
E no transbordo da alma
Viu seu dom ir aflorando
Enum silêncio de calma
Seus versos foi transformando
Até que uma certa vez
No ano de vinte e três 2 - 1923
Foi seu livro publicando.
 
Chamou de “Cardos & Rosas”
O livro que publicou
Com rimas esplendorosas
Seu poemar encantou
E em toda sua estrutura
Tinha no verso a ternura
Da alma que transbordou.
  
Na feitura dos seus versos
Havia uma constelação
Que retratava universos
Do “Meu verso” em “Conversão”
“Iludido” “Envia jornada”
“Missa campal” “Retirada”
“Suprema Resolução”.
 
“ O mulungu” “A cratera”
Se formam nesse universo
“Vinte e três anos” não era
Todo o seu tempo em “Reverso”
Mas “A dor” que ele sentia
Não era de “Covardia”
Da feitura do seu verso.
 
Mesmo “Cético” feito “O monge”
Via “Paradoxo” no amar
Com “O coração” via longe
“As alvoradas” chegar
Com “Olhos de cego” ele via
“Os beijos” da poesia
No “Encontro” “À beira mar”.
 
Na “Escada misteriosa”
Quis ir “Dentro do Passado”
E “A caveira” assombrosa
Fez lembrar o “Ícaro” alado
E em suas “Horas amargas”
Fez “Evocações” às cargas
Que o tempo tinha levado.
 
Com “A miragem do céu”
Se fartou em “Vaidade”
Bem “Soberbo” teceu véu
Para encobrir a verdade
Mas foi nas “Réstias de sol”
Que lhe pintou um arrebol
De grande felicidade.
 
Quando o “Meu cigarro” acende
Em sua “Volúpia casta”
A inspiração se rende
E dele não se afasta
Qual um “Tântalo” tão duro
O seu versejar seguro
Traz a beleza tão vasta.
 
 
Assim o Cardos & Rosas
Criou asas pra voar
Tocou almas sequiosas
Da vontade de sonhar
Foi despertar emoções
Em sensíveis corações
Prontos pra se apaixonar.
 
Lauro construiu na vida
Emoções sensoriais
Na estrada percorrida
Tratava todos iguais
E usava o seu talento
Pra produzir lenimento
Com os seus dons musicais.
 
E mesmo a contragosto
Teve um dia que partir
E foi num mês de agosto 3 – 19/08/1958
Que foi para o céu subir
E foi num tom de saudade
Que ali toda cidade
Foi dele se despedir.
 
Com mãos dadas na emoção
O povo lhe disse adeus
Fizeram um grande cordão
Rezando com os versos seus
E no São João Batista
Deixaram o corpo do artista
E a alma subiu pra Deus.
 
Em sua polifonia
Ele deixou seu legado
E num céu de poesia
Deus o fez abençoado
E hoje o Lauro Menezes
É visto por várias vezes
Como astro iluminado.
  
Fortaleza, 26 de outubro de 2024.
 

Os textos em negritos referem-se ao nome do autor, títulos do livro, e poemas que ele escreveu.

 

 

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